domingo, 30 de julho de 2017

Emílio Dantas, o Rubinho em “A Força do Querer”, fala sobre personagem e críticas, Confira!


Emílio Dantas, no ar em “A Força do Querer”, novela da faixa das 21h da Rede Globo na pele do traficante Rubinho, falou sobre seu personagem em entrevista ao jornal Extra.

“Exagerado” seria o tema perfeito para ele. Rubinho é um cara órfão, que passou por muito perrengue quando moleque. O que o move agora é a ganância sem medidas”, disse ele. “Tudo o que Cazuza escreveu foi com muito discernimento. O que cegou Rubinho foi esse amor e essa insegurança de ter que dar tudo e mais um pouco para Bibi. Aos meus olhos, ele passou do ponto. Não conseguia suprir a casa, mas pirou querendo sempre mais. O cara contratou Wesley Safadão para cantar no aniversário da mulher! Como defender?”

“Rubinho é tijucano, e eu passei boa parte da minha vida entre Tijuca, Vila Isabel e Grajaú. Tive amigos dali que acabaram enveredando para o mundo do tráfico. Gente da época da infância, que estudou comigo e foi para o caminho errado. Ouvia falar que fulano foi preso porque estava montando um desmanche de carros em Vila Isabel; que beltrano foi pego assaltando apartamento na Barra com a namorada e os comparsas…Quem mora na Tijuca sabe como é: muito crime rondando. Com 15 anos, fui espancado por 15 pivetes do Morro do Salgueiro por defender meu irmão de uma briga covarde. E vira e mexe eu via um corpo jogado na rua”, relembrou ele.

Ainda na entrevista, Emílio disse não se considerar um galã. :Vocês são malucos de ficarem falando essas coisas… Nunca deixei de dormir por isso, não é importante para ninguém. Eu até me acho um cara bonito, mas sou descuidado. Nunca gostei de malhar, minha curtição sempre foi leitura, desenho, cinema”, contou. “Acho que todo mundo tem vaidade. A minha, talvez, seja querer fazer o meu trabalho muito bem feito”, completou.

Sobre as críticas, o intérprete de Rubinho disse não se deixar abalar: “O mundo está muito maluco. As pessoas amam demais, odeiam demais. Se leio “Nossa, que atuação incrível!”, não acredito. Ou então “Que péssimo ator!”, também não. Sigo uma regrinha minha, que é assim: se ganho um prêmio, fico a noite inteira achando que sou muito foda. O cara mais foda do mundo. Mas amanhã, quando eu acordar, isso acabou. Da mesma forma, quando estou mal, me tranco na pior e falo “Que lixo que eu sou, que merda de vida”. Só que, no dia seguinte, volto à estaca zero. Todo mundo tem ego e precisa libertar isso de alguma maneira. Eu prefiro soltar em casa a espalhar pelo mundo e ficar me achando”.

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